Introdução
Publicada originalmente em 1931 pela escritora, educadora, militante anarquista e feminista brasileira Maria Lacerda de Moura, Civilização — tronco de escravos é uma obra de crítica social contundente, que desmistifica e denuncia a civilização ocidental, capitalista e cristã. A autora argumenta que o progresso moderno não trouxe a emancipação humana, e sim novas formas de opressão.
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Sinopse
Obra fundamental na trajetória da professora, pensadora, anarquista e feminista brasileira Maria Lacerda de Moura, Civilização — tronco de escravos reúne críticas contundentes e afiadas contra as estruturas institucionais da civilização moderna, ocidental e capitalista, além disso, expõe como a sociedade permanece especializada em oprimir as mulheres. Segundo a autora, o conceito de progresso funciona somente como fachada para a opressão e domesticação do indivíduo, ao invés de promover a emancipação dos oprimidos em geral. A obra divide-se em ensaios e crônicas que atacam os pilares das instituições autoritárias da época — faz também um ataque direto à corrida armamentista que antecedeu a Segunda Guerra Mundial — e permanece atual ao expor os mecanismos de dominação política que silenciam minorias e mantêm a humanidade refém do poder vigente, do capital, do Estado, da moral cristã, responsável por domesticar as mulheres e forçá-las ao papel exclusivo de esposas e mães submissas, e tanto mais.
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a autora
Maria Lacerda de Moura (Manhuaçu, 16 de maio de 1887 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1945) foi uma professora, escritora, anarquista e feminista brasileira. Considerada uma das pioneiras do feminismo no Brasil, tratou em sua obra de temas como a condição feminina, amor livre, direito ao prazer sexual, divórcio, maternidade consciente, prostituição, combate ao clericalismo, ao fascismo e ao militarismo, e estabeleceu uma articulação entre o problema da emancipação feminina e a luta pela emancipação do indivíduo no capitalismo industrial. Suas posições, bastante avançadas para a época, compartilham muitos aspectos similares àquelas das feministas da década de 1960.
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Dados técnicos:
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